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Intitulada Diretrizes Operacionais para o Ensino de Arte: entre normativas, contextos e práticas pedagógicas, vol. 6, nº 1 (2026). A publicação reúne produções, experiências e reflexões construídas a partir do IV Seminário da FAEB e dos EnreFAEB.
Confira o nosso editorial:
É com grande satisfação e, sobretudo, com a alegria, que apresentamos esta edição da Revista da Federação de Arte/Educadores do Brasil (FAEB), dedicada à temática “Diretrizes Operacionais para o Ensino de Arte: entre normativas, contextos e práticas pedagógicas”. Esta edição carrega um significado especial. Nela, reunimos experiências, reflexões, tensionamentos e diálogos produzidos durante o IV Seminário da Federação de Arte/Educadores do Brasil e os Encontros Regionais da FAEB (EnreFAEB), realizados pela rede de representantes da Federação, em diálogo com faebianos e faebianas de diferentes regiões do país.
Entre os dias 25 e 29 de maio de 2026, esses encontros fizeram ecoar diferentes vozes e realidades. Foram compartilhadas experiências de luta, resistência, criação e conquista que revelam os desafios enfrentados em cada estado e município para garantir e legitimar o ensino das Artes na Educação Básica. Em cada território, encontramos contextos distintos, mas também um desejo comum: afirmar a Arte como direito e assegurar seu lugar na formação de nossas crianças, jovens e comunidades. Assim, cada encontro tornou-se também um grito coletivo de resistência.
No dia 18 de agosto de 2026, tivemos a homologação das Diretrizes para o Ensino e a Aprendizagem da Arte na Educação Básica. Essa homologação é um marco histórico para nossa área e traz ganhos significativos para nossa atuação docente, resultado esse de anos de mobilização, diálogo e construção coletiva, que representa um importante avanço para o reconhecimento e para a atuação de profissionais da Arte.
A construção dessas Diretrizes é fruto da articulação entre a FAEB e as associações representativas das diferentes linguagens artísticas, como ABRACE, ANDA, ABEM e ANPAP, além da contribuição de entidades como ANPAIF e ANPEd. Essas organizações desempenharam papel fundamental na mobilização da sociedade civil e na ampliação das discussões que culminaram na elaboração do documento apresentado ao Conselho Nacional de Educação (CNE). Importante destacar que esse processo de construção teve início em 2023, reafirmando que conquistas dessa dimensão são resultado de um percurso coletivo, persistente e comprometido com a educação e com a Arte.
Ao longo de 2026, com o documento em mãos do CNE e, posteriormente, do Ministério da Educação (MEC), nosso anseio concentrou-se na homologação das Diretrizes e, ao mesmo tempo, na necessidade de aproximar professoras e professores de seu conteúdo, de suas possibilidades e de seus desafios. Foi nesse contexto que cada região se mobilizou e organizou encontros presenciais, on-line e híbridos, criando espaços de estudo, debate, troca e produção artística.
Com isso, essa revista traz aos leitores experiências, tensionamentos, provocações e diálogo de cada EnreFAEB e do Seminário, aproximando-nos das diferentes realidades que compõem nossa rede e revelando as múltiplas formas pelas quais professoras, professores, pesquisadoras, pesquisadores, estudantes e artistas vêm construindo caminhos para a permanência e o fortalecimento da Arte na Educação Básica. A Arte Resiste!
Thacio Fagundes Vissicchio
Diretor de Relações Institucionais
Conheça a edição e leia as produções que fazem parte desta publicação.
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